O compromisso com o povo português que agora apresento é uma convicta reafirmação de princípios e objectivos. É um compromisso formulado na clara convicção de que tudo nesta luta está ainda em aberto, na confiança que tenho no valor de um projecto com fundas raízes nos legítimos e irrecusáveis interesses e aspirações dos trabalhadores e do povo, e no sonho e na luta de todos os que não se conformam nem desistem de um Portugal com futuro.
Há caminho e há saída para a actual situação do país: o caminho da necessária ruptura democrática e de esquerda com as políticas, gastas e desastrosas, que a direita e o PS há décadas vêm pondo em prática. É também para abrir espaço a um voto que tenha esse significado concreto que esta candidatura se apresenta.
Todas as candidaturas reconhecem a existência de uma crise (económica, social, política, ética). Várias propõem “contratos”, “consensos” ou “pactos” para a ultrapassar. Pelo meu lado quero aqui reafirmar que o pacto, o contrato, o compromisso que é essencial para a saída da crise se chama Constituição da República e o projecto que ela comporta. E que, se hoje a crise tem a profundidade e a gravidade que aparentemente todos reconhecem, isso resulta em grande parte de políticas e orientações que violaram gravemente preceitos e princípios constitucionais, sobretudo no que eles condensam e mantém do grande projecto libertador de Abril.
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Declaração de Jerónimo de Sousa, 14 de Novembro de 2005.
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