CDU Odivelas

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Relatório de Gestão e Contas do Ano de 2005 - 27/04/2006

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PONTO 4 - Relatório de Gestão e Contas do Ano de 2005

O Relatório de Gestão referente ao Ano Económico de 2005 contem imprecisões que confundem quem seja chamado a apreciá-lo. Vejamos:
  • Ao pretenderem demonstrar a evolução dos documentos previsionais na vertente orçamental, nos anos 2003, 2004 e 2005, colocam valores referentes às GOP’s a somar com o orçamento. Ora é básico que as GOP’s têm de estar contidas no orçamento.

  • Nos resumos em que são analisados, os valores de execução, calcula-se o grau de execução numa relação pagamento/dotação (corrigida) quando deveria ser em referência à dotação inicial. Se o grau de execução orçamental referente ao PROQUAL fosse calculado com base em valores previstos na dotação inicial/valores pagos teria um valor percentual de 27,59 e nunca de 32%.

  • Não se percebe como consideram necessário, para se fazer a análise da execução das Grandes Opções do Plano, Plano de Investimentos, Execução do Plano de Actividades, elaborar vários mapas e ainda por cima utilizando relações diferentes em cada um deles.
Para nós o que é importante, é referir os valores considerados no orçamento aprovado na Câmara e na Assembleia Municipal e os valores pagos, calculando o grau de execução de cada rubrica num só tipo de relação. Não o fizeram assim. Optaram por complicar e se com isto se pretende baralhar ou mistificar dados, pela nossa parte, afirmamos ser este um trabalho desnecessário e em absoluto ser este um caminho errado. A verdade das coisas obtém-se por processos bem mais simples. Aliás, acreditamos que a simplificação é uma qualidade que julgamos deveria ser usual na administração pública.

Relativamente ao Controlo Orçamental de 2005.

Verificamos que a execução global da despesa se situou nos 51,30%. Questiona-se então que previsão orçamental foi esta? Houve algum facto que provocasse esta situação ou tratou-se apenas de incompetência ou manobrismo político?

Destacamos alguns números que consideramos mais significativos. Vejamos:

Nas Despesas Correntes:

 Dotação corrigida  54,285  Milhões de Euros (52.23%)
 Exercício  42,557  Milhões de Euros
 Valores Pagos  36,662  Milhões de Euros
 Valores não Pagos  5,895  Milhões de Euros
     
 Grau de Execução  67,54%  

E nas Despesas de Capital:

 Dotação corrigida 49,657  Milhões de Euros (47,77%)
 Exercício  24,867  Milhões de Euros
 Valores Pagos 16,711  Milhões de Euros
 Valores não Pagos 8,156  Milhões de Euros
   
 Grau de Execução 33,65%  

Tendo como totais:

 Dotação corrigida 103,943  Milhões de Euros (100%)
 Exercício 67,423  Milhões de Euros
 Valores Pagos 53,373  Milhões de Euros
 Valores não Pagos 14,051  Milhões de Euros
     
 Grau de Execução 51,35%  

Mas nas Receitas previa-se receber da Administração Central 26,295 Milhões de Euros mas apenas se receberam 8,241 Milhões de Euros (31,3%). Perguntamos o que falhou? O que aconteceu? A Câmara não teve capacidade para receber ou optou por “emprestar dinheiro ao Governo”?

Mas, ao nível das receitas cobradas aos munícipes, aí não se verificaram contemplações. Vejamos:
  • Imposto sobre Imóveis foi cobrado 99,5%. É obra! Previam uma receita de 11 Milhões e cobrou-se 10,940.982 Milhões de Euros.

  • Imposto Municipal Sobre Veículos igualmente se cobra 93,6% do orçamentado.

  • Imposto Municipal Sobre Transmissões Onerosas de Imóveis ultrapassa-se o orçamentado em 7,6%.

  • Na Derrama: Previam 3,0 Milhões, arrecadaram 2,078 Milhões.
Não aparece de forma clara em que rubricas foram lançadas as despesas do PROQUAL.

Manifestamos a nossa discordância pelo desequilíbrio existente entre a grandeza da despesa corrente e a pequenez da despesa de capital, que revela que a Câmara continua a privilegiar o investimento endógeno em detrimento do investimento directo a favor dos munícipes.

De novo referimos que o gráfico de mandatos apresentado, no qual se pretende plasmar os mandatos de cada força política na Câmara Municipal está errado, pois que onde se lê:
PS    – 4 mandatos
PSD – 4 mandatos
CDU – 3 mandatos
Deverá ler-se:
PS    – 4 mandatos
CDU – 4 mandatos
PSD – 3 mandatos
Não poderemos terminar sem deixar aqui uma palavra de apreço aos trabalhadores que, neste quadro de dificuldade, procuraram manter os serviços do município com a maior eficácia possível, atenuando as dificuldades que no dia a dia os munícipes sofrem quando pretendem tratar algum assunto na Câmara.

E, face ao exposto e em coerência com a posição assumida ao longo do ano em apreço, reiteramos o nosso desacordo com a gestão feita em 2005, e por isso votamos contra a prestação de Contas do Ano Económico de 2005 e consideramos incorrecta a forma como foi elaborado o Relatório de Gestão na qual, a opção que se faz, relativamente aos elementos de comparação, pode revelar uma intenção inaceitável de mistificar resultados.

Odivelas, 27 de Abril de 2006

Arminda Santos, Deputada Municipal da CDU
Actualizado em 28 Abril 2006