CDU Odivelas

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte

Segurança Social - 28/09/2006

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
O Sistema Público de Segurança Social é ainda um direito Constitucional que visa defender e proteger todos os Cidadãos na doença, na velhice, na invalidez, na viuvez, nas situações de orfandade, assim como no desemprego e em todas as situações de falta de meios de subsistência. Dizemos ainda é um direito, porque ainda estamos a tempo de mudar o caminho e alterar as medidas que o actual governo preconiza, medidas essas que são exclusivamente penalizadoras para os trabalhadores e um ataque cerrado aos serviços públicos e às suas funções.

Duas medidas claras se apontam o aumento da idade da reforma para lá dos 65 anos, acenando com bonificações. Ou a ligação às pensões da esperança média de vida aplicando um factor de sustentabilidade que na prática irá provocar a redução das pensões no futuro a todos os trabalhadores.

Exemplos claros da esperança média de vida aos 65 anos, um trabalhador hoje com 63 anos, receberia de pensão menos 4,4%, um trabalhador com 23 anos, receberia de pensão menos 18,2%.

O caminho a seguir é o caminho da evolução do progresso e não o da destruição do tecido social do Pais, como já se vê no emprego, na saúde e na educação.

O caminho a seguir é o da defesa do cumprimento dos direitos constitucionais que a todos nós Cidadãos nos devem ser garantidos e não a transformação desses direitos em meros actos de caridade.

O problema da Segurança Social decorre da dois factores complementares, a forma de distribuição da riqueza produzida e da estrutura funcional do nosso aparelho produtivo:

Se fosse criada uma taxa contributiva sobre a riqueza criada nas empresas e que hoje não são sujeitas a contribuições para a Segurança Social, e numa percentagem de só 3%, no ano de 2007, as receitas do sistema cresceriam mais de 450 milhões de euros;

Se fossem eliminados os benefícios fiscais de IRC do sector financeiro, fossem alteradas as regras de tributação das mais valias financeiras e se fosse efectuado um combate sério às fugas consubstanciadas nas sub-declarações de remunerações, na mudança de regras às múltiplas taxas contributivas mais baixas, bem como no combate à economia clandestina seria possível pensar em mais de 340 milhões de euros a acrescer e assim prosseguir e assegurar o financiamento da estabilização financeira da Segurança social.

O aumento da esperança de vida é uma meta de que sendo cidadãos do Mundo nos devemos de orgulhar e não um peso sobre as nossas mentes que nos leve a pensar que o problema orçamental do sistema se resolve com a morte antecipada dos nossos idosos

O factor determinante na resolução do problema reside só e exclusivamente nas opções e regras económicas que têm sido estabelecidas pelos vários governos nos últimos 30 anos.

É tempo ainda de aprender com os erros cometidos, é tempo ainda de olharmos em frente e ver que à futuro se formos sérios e falarmos verdade às pessoas.

O problema da Segurança Social não é pertença de partido nenhum é um problema de todos porque o que está em causa é a sutentabilidade social de quem hoje deste sistema vive, de quem hoje para ele deve contribuir, cimentando as raízes do futuro dos nossos filhos e netos, que nunca nos irão perdoar se forem traídos no seu futuro, mesmo que essa traição seja inconsciente

Odivelas, 28 de Setembro de 2006

Joaquim Campos, Deputado Municipal da CDU
Actualizado em 29 Setembro 2006