Defender e lutar pelos ideais da Revolução de Abril
Comemora-se na próxima semana mais um aniversário da Revolução de Abril. Revolução que constitui um dos mais marcantes acontecimentos da História de Portugal. Teve importantes repercussões internacionais e revelou que os trabalhadores, o Povo de Portugal, concentram em si, a força e as potencialidades necessárias para construir um Portugal desenvolvido e moderno, um Portugal do século XXI. Construção que só será possível com os trabalhadores, com o Povo, num processo de afirmação dos valores e direitos de Abril.
A revolução de Abril pôs fim a 48 anos de ditadura fascista, pôs fim à guerra colonial reconhecendo aos povos em luta, o direito à completa e imediata independência. Alterou profundamente o enquadramento de Portugal na cena internacional e realizou profundas transformações políticas, económicas, sociais e culturais que constituem componentes de um sistema e de um regime que abriram na vida do País a perspectiva de um novo período da história marcado pela liberdade e pelo progresso social.
E importa lembrar que a ditadura fascista chefiada por Salazar criou um Estado totalitário e um monstruoso aparelho policial de espionagem e repressão políticas, privando o povo português dos mais elementares direitos e liberdades.
A ditadura fascista chefiada por Salazar impulsionou a formação de grupos monopolistas que se tornaram donos e dirigentes de todos os sectores fundamentais da economia nacional, acumulando grandes fortunas assentes na miséria e na opressão do povo português e dos povos das colónias. Impôs aos trabalhadores formas brutais de exploração, sacrificou gerações de jovens em 13 anos de guerras coloniais, forçou centenas de milhar de portugueses à emigração, agravou as discriminações das mulheres e dos jovens, a subalimentação de grande parte da população, o obscurantismo, o analfabetismo, a degradação moral da sociedade. Defendendo os interesses dos latifundiários acelerou o processo de concentração da propriedade agrícola, acentuou o carácter obsoleto das estruturas agrárias, condenando a agricultura portuguesa ao atraso e à estagnação.
E importa lembrar que a ditadura fascista chefiada por Salazar criou um Estado totalitário e um monstruoso aparelho policial de espionagem e repressão políticas, privando o povo português dos mais elementares direitos e liberdades.
A ditadura fascista chefiada por Salazar impulsionou a formação de grupos monopolistas que se tornaram donos e dirigentes de todos os sectores fundamentais da economia nacional, acumulando grandes fortunas assentes na miséria e na opressão do povo português e dos povos das colónias. Impôs aos trabalhadores formas brutais de exploração, sacrificou gerações de jovens em 13 anos de guerras coloniais, forçou centenas de milhar de portugueses à emigração, agravou as discriminações das mulheres e dos jovens, a subalimentação de grande parte da população, o obscurantismo, o analfabetismo, a degradação moral da sociedade. Defendendo os interesses dos latifundiários acelerou o processo de concentração da propriedade agrícola, acentuou o carácter obsoleto das estruturas agrárias, condenando a agricultura portuguesa ao atraso e à estagnação.
Contudo a Revolução de Abril foi uma revolução inacabada e de Abril de 1974 até aos nosso dias percorre-se um já longo caminho muito distante do tempo de hoje em que, por efeito de décadas de politica de direita, Portugal ocupa na Europa, a última fila em tudo o que é positivo e a primeira em tudo o que é negativo.
E, entre esse tempo de Abril e o tempo presente, decorreram mais de 30 anos de alternância governativa entre PS e PSD, ambos com responsabilidades directas na reconstituição do velho poder do grande capital contra o qual Abril se consumou. E, no presente, o PS chefiado por Sócrates, revela-se o mais feroz de todos enquanto fiel executante da política de ajuste de contas com Abril. Este Governo é o que mais longe vai em matéria de submissão aos grandes interesses instalados.
O Governo PS rompendo com as promessas que lhe permitiram ganhar os votos necessários à vitória, lançou-se na aplicação da velha politica de direita dando-lhe, até, uma nova dinâmica, acentuando-a e aprofundando-a e, por isso mesmo, agravando ainda mais a situação de quem trabalha e melhorando ainda mais a situação de quem vive à custa de quem trabalha.
O Governo PS desenvolve uma política que faz da propaganda o seu principal instrumento de actuação e em que a mistificação, a hipocrisia e a arrogância são componentes essenciais da sua prática.
E, na verdade, nesta ofensiva contra o regime, diariamente o Governo PS lhe rouba conteúdo democrático – diariamente vai retirando democracia à democracia. Para alguns parece não haver problema nisto. Para alguns nem sequer há problemas na democracia. Para mim a Democracia não pode ser só um método para eleger quem governa. A Democracia tem de ser uma forma de construir, garantir e expandir a Liberdade, a Justiça e o Progresso.
Por tudo isto assinalar, no tempo presente, a Revolução de Abril é não só prestar uma justa homenagem aos capitães de Abril e à luta heróica de milhares de portugueses que não se vergaram à ditadura mas é, igualmente, denunciar os ataques às grandes transformações socio-económicas, as limitações à democracia política, social económica e cultural que as politicas de direita de sucessivos governos têm levado a cabo.
Comemorar, no tempo presente, a Revolução de Abril continua a ser lutar pela Liberdade, pela Democracia e pelo Desenvolvimento, acreditando que o capitalismo não é o fim da história e que Abril continua vivo como projecto de futuro!
Maria de Fátima Amaral
17 de Abril de 2007
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