CDU Odivelas

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Fixação das Taxas do Imposto Municipal sobre Imóveis respeitantes ao ano de 2011 a liquidar em 2012

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É hoje inquestionável a progressiva degradação das condições de vida da esmagadora maioria dos portugueses, com o aumento do desemprego, a diminuição do poder de compra, o agravamento da carga fiscal, o aumento das assimetrias e da pobreza.
 
Uma situação que se agudiza com as medidas cada vez mais drásticas sempre para quem trabalha, nomeadamente as recentemente aprovadas – com a diminuição dos salários, o corte no subsídio de Natal, mais aumentos de impostos e o progressivo aumento do desemprego –, o que coloca muitas famílias numa situação dramática e muitas vezes sem capacidade para suportar os empréstimos e outros encargos com a sua habitação própria, e para cuja aquisição foram muitas vezes empurrados, na ausência de um mercado de arrendamento atractivo e acessível 
 
E se esta é uma realidade generalizada a todo o país, é também importante termos sempre presente a situação particular do nosso Concelho. No quadro da área metropolitana, Odivelas surge repetidamente no patamar inferior de diversos indicadores socioeconómicos, o que é bem revelador da situação particularmente crítica e frágil que hoje se vive e das dificuldades crescentes com que se deparam muitas das famílias deste Concelho.
 
Sensíveis a esta realidade e porque consideramos que a Câmara não deve contribuir para agravar ainda mais os muitos sacrifícios já impostos aos munícipes, os Vereadores da CDU, têm vindo a propor a redução das taxas do IMI o que repetidamente tem sido rejeitado pela maioria PS / PSD nesta Câmara.
 
Para o ano de 2012, mantendo-se todas as razões que justificaram a nossa discordância com a aplicação das taxas máximas em vigor neste concelho, mas entendendo também as dificuldades financeiras reais da Câmara, por força da situação recessiva actual e os impactos das medidas de contenção impostas, primeiro pelo Governo PS e agora pelo Governo PSD/CDS-PP nas autarquias, os vereadores da CDU, com o sentido de responsabilidade que caracteriza a sua actuação no exercício das suas funções públicas e políticas, propuseram a redução das taxas do IMI, com a sua fixação em 0,65% e 0,35% para os prédios urbanos não avaliados e avaliados, nos termos do CIMI respectivamente.
 
Mais uma vez e à semelhança do que aconteceu nos anos anteriores, o Partido Socialista e o Partido Social-Democrata, na Câmara, que rejeitaram a nossa proposta.
 
Em coerência e perante a proposta agora aprovada, que mantém as taxas máximas legalmente admissíveis, o nosso voto só pode ser um voto contra. 
 
Embora a proposta inclua também mais duas medidas: uma relativa à duplicação do IMI para os prédios devolutos há mais de um ano e outra de majoração em 30% para os prédios degradados e já objecto de intimação municipal para realização de obras, medidas essas que, por serem autónomas, deveriam ser objecto de discussão e votação independentes, como foi por nós proposto, mais uma vez tal não foi aceite pela maioria deste executivo, razão pela qual nos vimos forçados a votar contra a proposta na sua generalidade.
 
Odivelas, 13 de Setembro de 2011
Os Vereadores da CDU
 
 
Natália Santos
Rui Francisco
 

16.ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Odivelas

Actualizado em 14 Setembro 2011